E se me faço forte é para te ver nua
clara e bela
transparente no aço que te toca.

Se a tua espessura me amarga
Pego uma pessoa na rua
transformo-a em primeira e escrevo:
Eu, pronome meu despossuído.

Não. A tendência da negação obedece aos ritmos do corpo.
Bastardo e só em um único corpo político.
Só a distância no une
Lixo impiedoso que descorda sem i.

Para no fluxo de fome vazio
A estética é um perigo para ti.
Porque teu grito fere com vara quente e ardida
sem queimar
sem provocar.
Identifica-te.

2 comentários:

Bárbara disse...

Paulinho,
A fraternidade é Vermelha.

ana f. disse...

e a igualdade é branca