Mostrando postagens com marcador pitangas azedas.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pitangas azedas.. Mostrar todas as postagens

Quando se passa para que?


Passa.
Passa.
Passa.
Pesa.
Passa.
Ainda não é assim, posto que pesa e não passa.
Passa e não passo.
Eu e o tempo.
Não faz sentido quando tudo é luto de uma desação que não se percebe e continua a se passar e pessar em um repetitivo ciclo de palavras e desacertos.
Nada mais trivial sem prosa continuidade em rachaduras de uma idéia sem personagem, desprovida de roteiro. Composta apenas de músculo que não recebem sangue e chamam baixo por alguém com uma piteira na mão. Alguém entregue à fumaça imprópria a que se reduz.
Mas este alguém é algo no conto, no meio do posso profundo de solidão.
Tempo destampado na tampa dos olhos cegos é apenas poeira que irrita.
É ILICITO o escrever.
Não o escreve, traduz-se.
Não escrevo, cravo na letra a impessoalidade desapropriada de mim que não se assume.
Vá, vá.
Já é tarde, mesmo que o tempo não exista.